Planejamento é tudo: quando iniciar o registro internacional da sua marca?
Quando uma empresa começa a olhar para outros mercados, normalmente o reflexo inicial é pensar em expansão de vendas, logística, investidores, ou participação em feiras internacionais. Mas existe uma pergunta que precisa ser feita com a mesma importância: a marca está preparada para atravessar fronteiras?
Anna Beatriz ingressou em 2022 no escritório Gruenbaum, Possinhas & Teixeira.
Por Anna Beatriz Gouvea, Advogada, Gruenbaum, Possinhas & Teixeira
Levar um nome para o exterior vai muito além de abrir um canal de exportação ou lançar um site em outro idioma. É um movimento que exige estratégia, estudo e, acima de tudo, proteção. A marca é o rosto do negócio lá fora, e ninguém quer chegar a outro país e descobrir que alguém se antecipou e registrou aquilo que você construiu ao longo de anos.
No comércio internacional, esse tipo de situação é mais comum do que parece. Em grande parte do mundo, o direito de exclusividade pertence a quem registra primeiro, e não a quem já usa o nome. O cenário pode ser delicado: um distribuidor local, um potencial parceiro ou até mesmo um concorrente pode garantir o domínio sobre a marca antes de você., Recuperar esse espaço depois custa tempo, energia e recursos.
Por isso, planejamento não é luxo. É blindagem estratégica.
Do Brasil para o mundo: por onde começar o registro?
Cada projeto de internacionalização tem uma personalidade. Há empresas que buscam presença global ampla desde o início; outras preferem testar mercados específicos. A partir desse mapa, surgem dois caminhos principais para a proteção marcária no exterior:
- Protocolo de Madri
Um pedido, vários países. Ideal para quem busca escala e praticidade na gestão dos registros.
- Depósitos individuais diretos (país a país)
Escolha estratégica para mercados pontuais ou territórios fora do Protocolo de Madri, onde uma análise mais individualizada faz diferença.
Nenhuma opção é universalmente melhor. A decisão depende dos objetivos comerciais, dos países prioritários, do orçamento e da urgência com que a expansão precisa acontecer.
E quando iniciar esse processo?
A resposta mais honesta é: antes de cruzar a fronteira.
Alguns sinais de que o momento chegou:
-exportações ou negociações com distribuidores no exterior;
-apresentação da marca a investidores internacionais;
-campanhas de marketing global ou materiais multilíngues;
-e-commerce com entrega ou tráfego direcionado para outros países.
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Existe ainda uma vantagem estratégica valiosa: pedidos feitos até seis meses após o depósito no Brasil podem se beneficiar da prioridade da data nacional, um detalhe técnico que pode mudar o jogo em disputas futuras.
Checklist rápido para não avançar no escuro
Antes de registrar, vale se perguntar:
-a marca já está registrada ou depositada no Brasil?
-já definimos os países prioritários?
-existe um plano de expansão: exportação, franquia, licenciamento, digital?
-fizemos busca prévia de disponibilidade nesses territórios?
-O portfólio de produtos e serviços reflete o presente e o futuro do negócio?
Essas respostas servem como bússola. Quanto mais claras, mais segura será a rota.
Por que contar com especialistas faz diferença
Trabalhar com marcas em âmbito internacional envolve idiomas, legislações, prazos e interpretações jurisprudenciais específicas. Uma pequena falha pode gerar oposição, atraso ou necessidade de refazer tudo — e isso custa caro.
Expandir globalmente é um passo grande, e merece ser dado com segurança. Iniciar o registro internacional no tempo certo protege não apenas o nome, mas também o valor e a identidade da marca. Com planejamento jurídico estruturado, a expansão deixa de ser apenas uma ambição e se torna um crescimento sustentável, consistente e preparado para durar. O mundo está aberto para quem se planeja!
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